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4.2.04


Há pessoas que se atrevem a mentir, mas nao tem coragem de dizer a verdade. Outras, não se atrevem a calar quando é preciso falar, e não poucas se atrevem a falar quando convém ficar calado.
Sobre esse tem escrevi hoje. Leia aqui.

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1.2.04


Não escrevo apenas sobre os amores, as dores, os desamores, os anseios, os fracassos, as alegrias e os temores que aninham em nossa incorruptível esperança de sermos felizes como pessoas, mas também procuro sob o couro cabeludo, tratando de encontrar pedaços da criança que ainda respira dentro de mim, tentando cartografar a sua particular forma de entender a vida, e tratando de comprovar quantos dos seus valores e princípios ainda me habitam.
O resultado está aqui.

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O passar do tempo ensinou-me a apreciar mais as pequenas vitórias do que as grandes batalhas.
Sim, o rapaz que um dia fui e que saiu pela vida a fora procurando o infinito, com a vinda dos anos transformou-se num adulto que, sem trair ao rapaz que nele habita, dedica-se hoje a capturar momentos e vivenciar instantes.
A prova disso está aqui.

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Considero um verdadeiro despropósito a tendência - que cada vez ganha mais adeptos neste princípio de milênio - de tentar racionalizar a relação amorosa.
No que me diz respeito, rejeito rotundamente a idéia de transformar o Nós num teorema que exige ser demonstrado, porque tentar ser querido, amar ou ser amado, dizer sem falar, ver sem olhar, saber sem pensar, sim, todas essas "bobagens" que fazem aumentar a adrenalina e acelerar o pulso e encher de esperanças os bolsos dos nossos dias e das nossas noites, são estados maravilhosamente singulares e definitivamente irrepetíveis.

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Uma tomografia das entrelinhas do dia-a-dia. Um olhar de viés aos fatos que diariamente nos atropelam.