Quem procura sempre encontra. Pelo menos é assim que muita gente pensa.
Confesso que procurei, procurei, e não achei.
Veja o que me aconteceu, clicando aqui.
Enquanto os políticos - verdadeiros malabaristas da palavra - usam seus discursos para transformar verdades tangíveis em mentiras inalcançáveis, os poetas - modestos megalómanos - apenas verbalizamos com graça e melodia os nossos dramas e vazios, transformando em belos e sedutores poemas os nossos becos sem saída, as nossas angústias sem remédio, os nossos fracassos sem retorno, as nossas esperanças sem limite.
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Ninguém vive impunemente, nem está imune aos efeitos irreversíveis que o passar dos dias e das noites produz. Eu que o diga!
A vida cobrou-me um alto preço em anos para ensinar-me uma lição que - mesmo querendo - jamais poderei esquecer.
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Não invento nada ao dizer que somos muitas pessoas ao mesmo tempo. Habitam em nós diferentes e antagônicos personagens. O poeta e o traficante de influências, o verdugo e o bom samaritano.
No meu caso eles se encontram quase todas as manhãs na hora do desjejum, pondo a prova a minha capacidade de transigir para que todos os meus Eus possam dizer o que pensam..
Para que saiba do que estou falando, clique aqui...
Mesmo que hoje seja a segunda-feira mais sem graça das muitas que por aqui deram as caras nos últimos tempos, faço de conta que não é assim e mando-lhes um quase texto, que na verdade é um quase nada sobre um quase beijo numa quase manhã de uma quase vida de um quase escritor.
Ah! Quase esqueço de dizer que quem não ler o texto até o fim ficará quase careca em quase tres semanas ou engordará quase vinte quilos em quase um mes. Clique quase aqui
Aprecio os detalhes. Gosto de construir castelos a partir de um grão de areia. E foi por causa dessa minha mania que garimpei nos classificados do jornal o apelo de uma moça só procurando um quarto.
Não resisti e respondi imediatamente. Leia aqui.
A realidade não é um cenário tangível, uniforme, concreto, ou cientificamente definível. Ela é o produto e o fator da cabeça que, usando os parámetros subjetivos que cada um possúi, processa o que os olhos vêem, tentando decodificar o mistério que se esconde entre o tique e o taque do relógio da Vida.
Ontem almocei num restaurante especializado na "nouvelle cuisine française".
Verdadeiramente delicioso. Um filé do tamanho de uma mosca. O molho pintado num canto do enorme prato. Uns misteriosos pontos pretos fazendo jogo, junto aos 7 grãos de arroz - que só depois vim a descobrir que eram as tão afamadas ovas de estrujão.
Enfim, tanta qualidade e delicadeza, tanto bom gosto e classe, não foram suficientes para o meu apetite, pois no fim estava com mais fome da que tinha quando entrei no restaurante.
Logo que terminei de deglutir a sobremesa (tres mini-caroços de pêssego), e após conseguir vender o Rolex de ouro para pagar a conta, saí correndo até a primeira lanchonette que encontrei e quase aos gritos pedi dois bolinhos de bacalhau e tres pastéis de queijo.
Agora, comparando preços e sabores, devo admitir que tenho saudades do meu Rolex, e que a partir de hoje serei fiel aos quitutes tupiniquins.
Depois da sobremesa, e após ter digerido cada gole da música servida e caminhado a branca encruzilhada que a neve bordara sobre a tristeza invernal que cobria o chão do meu jardim, sentei aos pés da lareira sobre os restos do dia que agonizava e fiz uma promessa que pretendo cumprir, custe o que custar.
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