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2.8.03


A Verdade não é um bem absoluto, mas um olhar particularmente subjetivo sobre uma determinada realidade, porque cada um de nós tem seu próprio e irrepetível código para descifrá-la.
Por isso, quando discursamos sobre a verdade como valor universal, o que realmente estamos fazendo é apresentar o nosso conceito subjetivo da Verdade, e não a Verdade propriamente dita, já que como tal não existe. A não ser, claro, dentro de uma discussão filosófica como as que mantinhamos na nossa juventude, enquanto viajávamos agarrados com uma mão à bainha da madrugada e com a outra a uma tulipa estupidamente gelada, numa época de nossa vida na qual nos dedicávamos a discursar sobre as utopias que acreditávamos realizáveis, e a urdir estratégias para transformá-las em realidade.
Hoje, quase todas essas utopias jazem feridas de morte, vítimas da realidade que as atropelou e das promessas que ficaram nisso.

Este poema minimalista é parte inseparavel do puzzle da minha Verdade.

As veias do tempo
são rios de dias
semeados de aromas
cheirando a carícias
que tecem suando
a pele da entrega
profunda e completa.

Sangrante poema,
a espera.

Se clicar na palavra mágica Shazam! aparecerá - num abrir e fechar de olhos - dentro de outra das minhas pequenas verdades.

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Uma tomografia das entrelinhas do dia-a-dia. Um olhar de viés aos fatos que diariamente nos atropelam.