A Verdade não é um bem absoluto, mas um olhar particularmente subjetivo sobre uma determinada realidade, porque cada um de nós tem seu próprio e irrepetível código para descifrá-la.
Por isso, quando discursamos sobre a verdade como valor universal, o que realmente estamos fazendo é apresentar o nosso conceito subjetivo da Verdade, e não a Verdade propriamente dita, já que como tal não existe. A não ser, claro, dentro de uma discussão filosófica como as que mantinhamos na nossa juventude, enquanto viajávamos agarrados com uma mão à bainha da madrugada e com a outra a uma tulipa estupidamente gelada, numa época de nossa vida na qual nos dedicávamos a discursar sobre as utopias que acreditávamos realizáveis, e a urdir estratégias para transformá-las em realidade.
Hoje, quase todas essas utopias jazem feridas de morte, vítimas da realidade que as atropelou e das promessas que ficaram nisso.
Este poema minimalista é parte inseparavel do puzzle da minha Verdade.
As veias do tempo
são rios de dias
semeados de aromas
cheirando a carícias
que tecem suando
a pele da entrega
profunda e completa.
Sangrante poema,
a espera.
Se clicar na palavra mágica Shazam! aparecerá - num abrir e fechar de olhos - dentro de outra das minhas pequenas verdades.