Uns - os ventríloquos do pincel e suas cores - cinzelam quadros cheios de adjetivos.
Outros - os domadores da pedra e do metal - redigem esculturas carregadas de perguntas.
Nós - os lavradores da palavra e do silêncio - semeamos metáforas sobre a pele de galinha da vida.
Os demais - leitores de quadros, carregadores de estátuas e intérpretes do dizer e seus significados -
são nem mais nem menos do que os consumidores finais do nosso fazer e dizer.